Para responder essas perguntas, vamos exemplificar com um caso que aconteceu nos meados de 1998, em Londres, onde um pesquisador chamado Andrew Wakefield, realizou uma pesquisa preliminar, levantando uma possível hipótese de que as vacinas contra o sarampo (MMR), poderiam causar problemas gastrointestinais, os quais levariam a uma inflamação no cérebro - e talvez ao autismo. Apesar de ser apenas uma hipótese não confirmada cientificamente, foi o suficiente para que as pessoas que não dominavam sobre o assunto, encarasse como uma realidade, diminuindo os índices de vacinação de MMR no Reino Unido e, mais tarde, ao redor do mundo. Na Europa, uma epidemia de sarampo resultante da queda da imunização teve ao menos 500 infectados no primeiro trimestre deste ano e deixou as autoridades em alerta. Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com o MMR, porém, até a atualidade, existe movimento antivacinas por todo o mundo, ainda sendo um problema de saúde pública mundial. Mas e se a população soubesse na época a melhor definição de hipótese científica, isso teria acontecido? E se a pesquisa difícil de ser entendida de artigos científicos, fossem mais acessíveis para a população, existiria ainda movimentos antivacinas? Provavelmente você já sabe todas as respostas para essas perguntas.
Para evitar que tipo de problemas como esse sejam recorrentes, a divulgação/comunicação científica tem ganhado cada vez mais importância nos dias atuais. A divulgação científica ou popularização da ciência, são as atividades que buscam fazer uma difusão do conhecimento científico para públicos não especializados. A divulgação científica é fundamental para o desenvolvimento da ciência, uma vez que ela é responsável pela circulação de ideias e divulgação de resultados de pesquisas para a população em geral. Desta forma potencializando o debate científico e instigando novos talentos para atividades de ciências, além de ajudar no combate contra propagação de conteúdo científico fake, um problema encontrado constantemente hoje em dia nas redes sociais, através da disseminação das chamadas "fake news". Existem vários comunicadores científicos que foram e são importantes para essa vertente da ciência, como por exemplo o pesquisador Carl Sagan, foi um dos principais nomes da comunicação científica durante a segunda metade do século XX, especialmente após a série televisiva Cosmos, onde ele compartilhava conhecimentos da astronomia e astrofísica de uma forma didática e divertida.Referências:
https://www.bbc.com/portuguese/geral-40663622
Massarani, Luisa; et al. (2002). Ciência e Público: caminhos da divulgação científica no Brasil (PDF). Rio de Janeiro: Casa da Ciência – Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 232 páginas. ISBN 85-89229-01-7. Consultado em 22 de novembro de 2013. Arquivado do original (PDF) em 3 de dezembro de 2013

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