Neurociência e gestão de pessoas

Sunday, 13 de September de 2020


Dentre as contribuições da Neurociência para a Administração, podemos destacar o papel do cérebro no comportamento humano, que nos dá uma visão diferenciada sobre gestão. A partir desses estudos podemos proporcionar um modelo de gestão que priorize o potencial humano, a criatividade, o respeito pelas limitações humanas, ampliando a produtividade. Neste blog vamos ver quais variáveis são levadas em consideração para uma melhor gestão.

 





Primeiramente, para se ter o conhecimento de como funciona o cérebro humano, temos algumas técnicas para captar esse sinal. Assim, a física e a engenharia nos auxiliam nesse conhecimento através de recursos como: o Eletroencefalograma (electroencephalogram - EEG), a Ressonância Magnética funcional (function magnetic resonance imaging - fMRI), Tomografia por emissão de positrões (posítron emission tomography - PET), Magnetoencefalografia (magnetoencephalogram - MEG) e Espectroscopia de infravermelho próximo (NIRS).
 
Com isso, podemos adentrar na primeira variável que pode influenciar na gestão de pessoas, que são os ritmos circadianos (ritmos biológicos que variam em torno de 24 horas e podem ser eventos bioquímicos, fisiológicos ou comportamentais importantes para sobrevivência). Somos animais diurnos e portanto temos diversas variáveis fisiológicas que atingem seu nível  máximos durante o dia, como: o cortisol sanguíneo (hormônio envolvido na mobilização dos estoques de glicose em situações de estresse, especialmente logo após o despertar), a temperatura corporal, a pressão arterial, o nível de atenção, a disponibilidade de glicose, o colesterol, entre outras. 
 
Enquanto isso, outras variáveis estão no seu nível mais baixo, como: a melatonina (hormônio liberado nos períodos de escuro, que está envolvido na regulação do ciclo vigília-sono), o hormônio de crescimento, o nível de atenção, etc. E por outro lado, a noite, durante o sono, temos uma situação investida. Com base nessa organização temporal interna, confirma-se que temos horários ótimos para se alimentar, para dormir, para fazer exercícios e para realizar atividades cognitivas, necessárias ao trabalho.
 
Diante disso, podemos concluir que considerar o ritmo circadiano traz informações importantes para a definição dos turnos de trabalho dos profissionais nas organizações, por exemplo. Pode-se identificar em quais horários do dia o organismo humano produz mais substâncias químicas para a atividade física e mental. Neste caso, se o gestor souber explorar tais períodos, pode conseguir um aumento significativo de produtividade. 
 
Referências
 
CABRERA, Nicole Landivar. Contribuições da neurociência para a gestão de pessoas. Psicologia-Tubarão, 2019.
 
DA SILVA, Alva Benfica; GOULART, Iris Barbosa. Contribuições da Neurociência para a gestão de pessoas. Opción, v. 31, n. 1, p. 113-133, 2015.
 

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Autor:

Beatriz Carvalho Frota

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