Um artigo recente publicado no Journal of Neurology , demonstrou que pesquisadores da University of South Australia avançaram em um aspecto muito interessante - a partir de um dispositivo de estimulação cerebral de alta frequência (Transcranial magnetic stimulation) tentaram melhorar o humor de paciente depressivos pós acidente vascular encefálico (AVE). UAU!

Estudos apontam que, especialmente no primeiro ano, uma em cada três pessoas sofre de depressão após AVE, embora possa ocorrer a qualquer momento. O AVE é um evento que causas muitas mudanças na vida das pessoas, trazendo consequências de personalidade, humor e emocionais. Diante da preocupação com esses dados, alguns pesquisadores veem buscando alternativas que possam minimizar os efeitos nessas pessoas.
Alguns estudos perceberam que atividade cerebral poderia ser aumentada a partir de grandes doses de estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr), e, a partir disso, melhorar significativamente a depressão incorrida após o AVE. Outros estudos já haviam verificado que o uso de rTMS era importante para o humor, entretanto, esta é a primeira vez que uma grande dose de tratamento - 30.000 pulsos eletromagnéticos administrados em duas semanas - foi testada, mostrando mudanças positivas na função cerebral.

Fonte: Neurosciencenews (2020)
Essas descobertas podem sugerir um tratamento alternativo não invasivo para a depressão em pessoas que sofreram AVE, que têm se mostrado cada vez mais significativo!!! Dentre as vantagens de usar TMS para tratar a depressão é que essa técnica possui poucos efeitos colaterais em comparação com os tratamentos farmacológicos como Antidepressivos. Embora medicação e psicoterapia sejam comumente usados para tratar a depressão pós-AVE, a EMTr pode oferecer aos pacientes outra opção após essas descobertas.
MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS!!! É a ideia dessa descoberta.
Referência
HORDACRE, Brenton et al. Repetitive transcranial magnetic stimulation for post-stroke depression: a randomised trial with neurophysiological insight. Journal of Neurology, p. 1-11, 2020.
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